segunda-feira, 29 de agosto de 2016





Apesar da importância  do programa do Pibid, no inicio desse ano fomos surpreendidos com o posssivel fim desse projeto, ficamos muito apreensivas e por conta dessa incerteza não damos inicio as nossas ações no chão da escola, durante esse periodo realizamos estudos, discussões e reflexões em nossas reuniões, afim de enriquecer o nosso conhecimento. Logo que ficamos sabendo que iria continuar iniciamos o nosso planejamento para realizarmos nossas intervenções na escola.
 Durante nossa trajetória acadêmica e participante do Subprojeto Anos Iniciais do Ensino Fundamental I aprendemos que todo docente antes de realizar qualquer prática educacional com seus alunos, precisa planejar suas ações. Segundo Vasconcellos (2000, p. 36). Planejar remete a: “querer mudar algo; acreditar na possibilidade de mudança da realidade; perceber a necessidade da mediação teórico-metodológica; vislumbrar a possibilidade de realizar aquela determinada ação”. Nesta perspectiva, para que as ações realizadas tenha significado para o aluno, o docente precisa ver o planejamento como necessário para a realização das atividades.
Desta forma, antes de darmos inicio aos trabalhos na Escola Vilma Brito Sarmento, na turma da professora Josiene Souza Pereira, 3º ano realizamos um planejamento, nos encontramos durante a reunião do PIBID, onde foi dividido as turmas e cada grupo iniciou o planejamento de uma oficina. Foi sugerido por membros do grupo que trabalhássemos com as obras de Romero Britto, Já que já tínhamos realizado uma oficina na UESB, sentindo anecessidade de aplica-la na escola. Em concordância com todos os membros iniciamos a construção desse projeto, ressaltando que neste mesmo período alguns membros estavam realizando o estágio supervisionado, mas apesar do acumulo de atividades conseguimos construí o nosso projeto. Sendo titulado: A ARTE NAS ASASDA LEITURA.
O referido projeto teve como proposta metodológica o desenvolvimento do ensino e aprendizagem, utilizando-se como estratégia a Música Aquarela de (Toquinho e Vinicius) e arte de Romero Britto. Nosso objetivo foi despertar nas crianças o gosto pela leitura através das imagens construídas pelo artista plástico “Romero Britto” e oportunizando as mesmas uma aula lúdica e significativa. Tevemos como base para os nossos trabalhos o livro Alfabetização- Método Sociolinguístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire, lançado pela Editora Cortez 2007, de autoria de Oneide Mendonça e Olympio Mendonça.  Pelo fato de alguns membros do grupo ter que viajar para aula de campo não realizamos os trabalhos de seria desenvolvidos sobre a música aquarela.
Após todo o planejamento, iniciamos nossas ações na escola nos dias 15 e 16 de agosto de 2016. Não conhecia os alunos do 3 º ano, mas fui surpreendida com atitudes que mi deixaram encantada. Logo ao chegarmos no primeiro dia fomos bem recebidas. Iniciamos as atividades com a leitura do alfabeto, chamada dos alunos, Apresentar a biografia de Romero Britto em slide e realizamos alguns questionamentos, logo após apresentamos algumas obras de Romero Britto, dando ênfase a obra do coração que será a palavra geradora, realizamos outros questionamentos, tendo uma participação significativa dos alunos. Iniciamos Análise linguística da palavra geradora CORAÇÂO no quadro, separação e apresentação das famílias silábicas. Logo após foi distribuído atividades xerografadas, após o recreio apresentamos outra obra de Romero “A POMBA”e os alunos fizeram a releitura dessa obra com construção de uma bomba feita com as mãos dos alunos, com cores vivas e construção de um mural.
Já no segundo dia, iniciamos com a leitura do alfabeto e fazemos uma revisão do que foi abordado no dia anterior, principalmente com a leitura da palavra geradora e suas famílias. Chegando o momento mais esperado pelos alunos, os mesmos desenharam e pintaram suas telas a partir da releitura das obras de Romero Britto. Esse trabalho foi bem significativo, tanto para os alunos quanto para nós professores iniciantes, a cada intervençãosinto-me  mais estimulada a continuar nesta profissão. O mais interessante é que no PIBID, estou tendo a oportunidade de vivenciar experiências como essa que contribui na minha identidade docente. Sendo acompanhada por profissionais dedicados que tem prazer em nos orientar, confessor que a cada trabalho realizado neste grupo percebo a importância da experiência e o quanto tenho crescido como docente.







domingo, 13 de março de 2016

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA MINHA FORMAÇÃO ACADÊMICA


Ao pensarmos  em uma educação de qualidade, nos leva a refletir sobre  a formação inicial e continuada dos professores, pois para se ter essa qualidade educacional, se faz necessário que os docente sejam capacitados para exercer seu papel de educador.
Com o objetivo de se buscar uma formação de qualidade o programa do Pibid nasceu com a proposta de valorização do magistério, incentivo aos professores iniciantes que durante a sua formação possam vivenciar a realidade escolar durante o período de sua graduação e também aos docentes que já atuam, como uma formação continuada, dando-lhes a oportunidade de realizar estudos teóricos, refletir sua prática por meio de discussões e atividades didáticas desenvolvidas pelo grupo.
Na busca por uma formação de qualidade sentir a necessidade de participar de um grupo de pesquisa, mas foi no ano de 2014  que tive a oportunidades de participar da seleção do Programa Institucional de Bolsista de Iniciação à Docência (Pibid). Durante os nossos encontros realizamos várias atividades, que contribuíram para nossa formação.

Neste trabalho destaco a atividades de pesquisa realizada no dia dois de março, chamada de “ Ateliê Biográfico de Formação”, sua primeira etapa foi trabalhar com retalhos de tecidos, os bolsista iria construir uma imagem que retratassem as experiências formativas vividas no Pibid. Para retratar minha trajetória como bolsista, costurei no meu tecido a imagem de um botão de rosa e esta, vai percorrendo vários degraus. Meu  primeiro degrau foi as leitura, o segundo  foram as vivencias na escola e a terceira as reflexões no blog. Todos esses trabalhos desenvolvidos no Pibid contribuíram para que essa rosa desabrochasse e se tornasse uma flor.







Nesta jornada tive a oportunidade de vivenciar várias ações, destaco a primeira delas as “leitura, discussões, e socialização dos textos e livros”, que deram base para todos os nossos trabalhos. Confesso que no inicio foi difícil, conciliar os trabalhos da graduação e dar conta das leituras, resenhas e os fórum no moodle. Apesar de todas as dificuldades para conseguir dar conta de todas as tarefas, hoje consigo ver a importância de todas  elas na minha formação.
Tivemos a leitura do texto Vianna “ Pesquisa em Educação – A observação”, neste texto discutimos a metodologia da observação, refletindo os vários tipos de problemas que o observador poderá encontrar. Outros trabalhos importantes foram às resenhas. Esta tarefa foi muito significativa para a minha formação, já que foi no Pibid que aprendi como fazer.
Entre as resenhas realizada, destaco Cánario (2006), para ele “ o conhecimento precisa ser centrada no processo de pesquisa e os erros também faz parte do processo de aprendizagem”. E assim, a construção do meu conhecimento durante a participação no programa ocorre através de pesquisas  e durante as nossa ações quando ocorre algum erro, os mesmos servem de base para refletirmos e buscarmos melhorar o nosso trabalho.
A leitura do livro de Mendonça (2007, p. 74), nos deu base e segurança para realizarmos nossas ações na escola, o Método Paulo Freira, embora tenha uma sequencia de passos a serem desenvolvidas, não impede o aprendiz de refletir livremente sobre o objeto de conhecimento, propicia-lhe a reflexão e a critica de sua realidade, por meio da leitura de mundo. Desta forma, tivemos estudos de vários teóricos que nos deram  base para realizarmos as intervenções na escola. Diante disso, posso dizer que durante as reuniões tivemos a oportunidade de construir novos conhecimentos que nos deram suporte para as nossas vivencias na escola.
Após mergulharmos nos estudos, iniciamos outra etapa, as vivencias na escola, esta faz parte do meu segundo passo representado em minha figura. O trabalho colaborativo, realizado através do Pibid entre a Universidade e a Escola Vilma Brito Sarmento, tem sido de grande relevância na minha formação, pois sentia a necessidade de pisar no chão da escola. O primeiro contado com essa realidade foi de insegurança, pois não tinha nenhuma experiência, tive aquele frio na barriga, durante as intervenções fui vencendo este medo, mas sei que tenho muito a aprender.
Um dos trabalhos realizados pelo Pibid foi a observação de “Gestão de Classe”, realizamos observação na sala da professora Jocelice, sendo um momento muito importante para refletirmos a importância de se ter uma  rotina na sala, planejamento, regras. O professor precisa ter controle, liderança de seus alunos é preciso também que o professor tenha conhecimento e segurança nos assuntos abordado. Nesta etapa observamos a forma que a professora realiza seus trabalhos, tiramos as dúvidas e procuramos conhecer melhor os alunos.
            Esse processo foi de grande importância, pois conseguimos perceber o cotidiano da escola, observamos as necessidades dos alunos, dialogamos com as professores. Nossa primeira ação foi a atividades de diagnostico,  que nos permitiu verificar em que hipótese da língua escrita os alunos se encontra e com base nesta sondagem, fomos desafiadas a planejar as nossas ações de acordo com a necessidade de cada aluno. Após cada atividade realizada, fui tendo um controle maior da minha ansiedade, nervosismo e insegurança. E posso dizer que, assim como os alunos estão tendo a oportunidade de avançarem, através do PIBID também tenho adquiridos vários conhecimento como controle de classe, planejamento que tem mim ajudado a construir minha identidade docente.  
As vivencias que tive em sala de aula durante  a minha participação no Pibid  enriqueceu meu conhecimento, nesta fase adquirir um pouco do saber da experiência. Sabemos que o desenvolvimento da profissão não se dá apenas durante o curso de formação, mas sim na soma entre os conhecimentos adquiridos na universidade e as experiências vividas ao longo da nossa vida. As intervenções realizadas no Pibid deu-me segurança, posso dizer que no meu primeiro estágio curricular não tive dificuldade para realizar a observação, fazer a analise, construir o projeto e conseguir ter controle da gestão da classe. Outro ponto que não poderia deixar de falar que durante o estágio tive a oportunidade de relacionar algumas leituras realizadas durante as reuniões com as vivencias que estava tendo no contexto da escola.
 A orientação inicial que tive da coordenadora Socorro Cabral, em seguida da coordenadora Ivana de Deus, foram essenciais para o meu crescimento profissional. A professora supervisora Jocelice  também teve um papel importante para a construção dos saberes que venho adquirindo durante a minha participação no programa, pois a mesma nos acolheu em sua sala, tirado nossas duvidas, passando as suas experiências e nos orientado, todas elas  contribuíram muito para o avanço da minha formação docente. Um dos pontos positivo desse trabalho é que tanto a coordenação quanto à professora supervisora não está ali para nos avaliar, mas sim para nos orientar, essas experiências tem ressignificado o meu processo formativo.
Aos poucos a figura do meu botão vai crescendo, e subindo mais um degrau durante a minha participação no Pibid. Entre todos os trabalhos realizados destaquei em um patamar maior as reflexões no blog, pois é nesse espaço que escrevemos todas as nossas ações, nele falamos das nossas dificuldades e refletimos sobre nossas práticas, esta análise que fazemos se torna um objeto de investigação e a partir daí passamos a pesquisar, buscando a melhor forma de realizarmos ações significativas para os alunos. Desta forma, posso dizer que o trabalho colaborativo entre a coordenação do projeto, professor supervisor e professor iniciante, os estudos e reflexões que fiz no blog tem contribuído  para a formação da minha identidade docente.
Antes de participar do Pibid tinha dificuldade para fazer uma resenha, não fazia ideia como fazer um projeto, um plano de aula, não imaginava a importância que a gestão de classe tinha para o professor e no Pibid pude aprender. Sei que ainda tenho muitos desafios pela frente, mais posso dizer que já não sou apenas um botão de rosa, cada experiência no Pibid, fez com que essa rosa fosse desabrochando e dando um novo resignificado na minha formação.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

RECICLAR É IMPORTANTE



Após a realização das nossas atividades no chão da escola, voltamos a nos reunir para refletirmos sobre as nossas ações na Escola Vilma Brito Sarmento, sendo um momento muito importante para a nossa formação docente.
             Nesta reunião discutirmos sobre as atividades realizadas e logo após cada grupo foi construir o seu plano de aula para a nossa próxima intervenção. O nosso grupo decidiu trabalhar com o tema “Reciclagem”, por senti a necessidade de ampliarmos a discussão  sobre a importância da coleta seletiva e a preservação do meio ambiente.
            Para uma maior compreensão sobre o tema socializamos com a turma o vídeo “Um dia na vida de uma cooperativa de catadores”, os alunos assistiram com muita atenção e logo após debatemos sobre o assunto, alguns alunos disseram que seus pais falam em suas casas sobre a coleta seletiva e explicam aos seus colegas como esse trabalho é importante, temos que valorizar o trabalho dos catadores que de forma tão simples tem contribuído para a preservação do meio ambiente.
            Neste trabalho os alunos expressaram suas ideias, experiências e argumentaram a importância da reciclagem.


GÊNERO TEXTUAL BILHETE



Dando continuidade aos nossos trabalhos nos reunimos para planejarmos a nossa VI intervenção na Escola Vilma Brito Sarmento.
Percebemos ao longo das nossas atividades na sala da professora Jocelice  que os alunos estão tendo algumas dificuldades na reescrita dos textos grandes. Diante disso decidimos trabalhar com um texto mais curto e direto para facilitar na compreensão e na reescrita.
Dando inicio aos nossos trabalhos distribuímos alguns modelos de bilhetes, e questionando se alguém já havia recebido ou mandado um bilhete para alguém? Muitos disseram que  já havia recebido, mais poucos escreveram bilhete para alguém.
Para uma maior compreensão sobre o assunto, expomos a estrutura de um bilhete e como ele deve ser escrito. Escolhemos um texto de apoio “O Carteiro Chegou”, os alunos fizeram a leitura do texto e foi realizada uma atividade de interpretação de texto e a correção do mesmo. Para uma maior compreensão do assunto, os alunos produziram um bilhete para os colegas, antes de entregarem fizemos a correção e eles fizeram a reescrita. Nestas atividades os alunos não tiveram tanta dificuldade por se tratar de um texto menor. Mesmo estando no momento em que as tecnologias está sendo utilizada constantemente e os jovens pouco utiliza cartas, bilhetes, podemos dizer que este  trabalho foi muito prazerosa, pois os alunos poderão interagir com seus colegas e praticar a escrita.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

GESTÃO DA CLASSE

Nos dias 08 e 09  de outubro realizamos observação na sala da professora Jocelice na Escola Vilma Brito Sarmento, sendo um momento muito importante para refletirmos sobre a gestão de classe, que consiste num conjunto de regras e de disposições necessárias para  criar e manter um ambiente ordenado favorável tanto ao ensino quanto a aprendizagem. (DOYLY, 1986)


A professora Jocelice tem toda uma rotina em suas aulas, durante as observações percebemos que a mesma tem todo um planejamento, demonstra conhecimento e segurança nos assuntos abordados, outro aspecto importante realizado pela docente é o planejamento da gestão, a mesma se antecipa diante de alguns momentos em sala de aula, tendo total controle e liderança de seus alunos. Segundo Clark e Dunn (1991), “o trabalho se efetua de modo muito mais eficaz se o professor conhece a matéria que ensina se conhecem aqueles a quem vão ensinar e se sabem em que momento assumir o controle ou a liderança da classe”. Pelo fato de já conhecer os alunos, a professora se antecipou ao perceber que dois alunos que estavam sentados próximos um do outro, não consegue ficar juntos e acabam existindo conflitos entre os dois, a mesmo antes de acontecer esse problema, mudou os mesmos de lugar. Um momento que achei muito interessante foi o soninho após o recreio, a professora coloca uma música bem suave e os alunos relaxam e se acalma.

Após a observação nos reunimos para refletirmos sobre a observação e discutirmos as categorias de análise de Gauthier, foi um momento muito rico, pois podemos fazer uma relação dessas categorias com o que foi observado nas salas das professoras supervisoras. Durante as discursos ficou bem claro a importância de se estabelecer desde o inicio das aulas  metas e objetivos com o grupo, são os chamados combinados, neste momento é construído com eles as regras.

Nestas discussões percebemos o quanto é importante se ter o controle da sala e foi levantado o seguinte questionamento: O que aprendemos com essa observação? Muitos falaram que esse controle de sala de aula é muito importante e alguns ainda não tem esse controle. Segundo Gauthier, aqueles que têm um melhor gerenciamento da sala de aula baseiam-se em três princípios: 1) a simplicidade; 2) a familiaridade; 3) a rotinização. A professora utiliza desses três princípios, realiza suas aulas com muita simplicidade, tem uma relação muito boa com seus alunos, sem falar que a mesma conhece os familiares dos alunos e suas aulas tem uma rotina.  Outro ponto importante que foi observado foi os elogios das professoras aos alunos, sendo um momento de motivação, pois não adianta o professor criticar as atividades dos alunos ele tem que motivar os alunos para que eles possam mobilizar novas ações.

Foi também observado por todos os docentes iniciantes que as professoras supervisoras além de atender o coletivo, também atende individualmente, acompanhando bem de perto todos os alunos. Sendo um dilema para os professores iniciantes. Como dar conta de todos os alunos? Durante as observações podemos perceber como elas conseguem realizar tudo isso, por já conhecerem os alunos, aqueles que têm algumas dificuldades, elas trabalham de forma bem criativa, enquanto os alunos estão copiando, ela vai dando atenção àquele que precisam, também usa como estratégia colocar aquele que tem maior dificuldade perto da sua mesa. Esse trabalho nos possibilitou momento de aprendizagem e reflexão sobre a importância da gestão de classe.



domingo, 6 de setembro de 2015

PLANEJAMENTO V INTERVENÇÃO E REFLEXÃO DA CATEGORIA DE ANÁLISE DE GAUTHIER





 Encontramo-nos para planejarmos a V intervenção, desta fez todo grupo irá trabalhar junto e as atividades terão uma sequencias, depois nos reunimos mais uma vez para discutimos sobre gestão da classe tendo como base o texto da pesquisa de Gauther que traz as Categorias de  Análise, realizamos a leitura e discussão com todo grupo, sendo muito importante a participação de todos os professores supervisores que enriqueceram as reflexões, trazendo um pouco das suas experiências. Neste texto podemos destacar o que Gauthier nos fala sobre  a importância do planejamento e gestão de classe, “ o processo de planejamento e da gestão da classe se caracteriza pela tomada de um conjunto de decisões relativas a seleção, a organização e ao sequenciamento das rotinas de atividades de intervenção, de rotinas de supervisão e de rotinas de execução”. Essas reflexões só reafirmou a importância de planejarmos as nossas ações na escola.

Continuamos tendo como base para nossas trabalhos o Método  Sociolinguístico. Nesta quinta intervenção trabalhamos com o gênero textual “Fábula”, com o objetivo de ajudar os alunos a compreender a estrutura da fábula, a leitura, escrita e a interpretação do texto, com a produção da reescrita. Dividimos cinco grupos, cada professor iniciante auxiliou um grupo de alunos, sendo um trabalho muito proveitoso, pois possibilitou um contato maior com os alunos e perceber as dificuldades de cada um.

Os alunos do meu grupo ainda tem dificuldade para construir a estrutura da fábula, a parte de pontuação também e a organização das ideias. Apesar das dificuldades todos construíram seu texto, após a correção e orientação da estrutura, fizeram novamente a rescrita, sempre perguntando e tirando as duvidas. Percebo que estão avançando, pois muito não conseguiam escrever quatro linhas e desta vez já conseguiram escrever um pouco mais, mesmo com alguns erros.


A cada dia sinto-me mais segura para realizar as intervenções, sei que tenho muito que aprender, mas as vivencias na sala de aula, as orientações da professora supervisora, os planejamentos com a coordenadora e o trabalho em conjunto com as professoras iniciantes tem contribuído muito para a construção de alguns saberes que até então não tinha, como a organização da sala de aula, a construção dos planejamentos, os diagnósticos, a análise dos dados, as atitudes que devemos tomar, o criar e recriar, são ações que tem enriquecido a minha identidade docente.

domingo, 9 de agosto de 2015

PLANEJAMENTO E APLICAÇÃO DAS ATIVIDADES DE SONDAGEM



                                                          PLANEJAMENTO


No dia 21 de julho nos reunimos para darmos continuidade aos trabalhos na Escola Vilma Brito Sarmento, o grupo da sala da supervisora Jocelice reuniu-se com a coordenadora Ivana e a pesquisadora Socorro com o objetivo de elaborarmos as atividades do diagnóstico. Segundo Naspolini a sondagem deve ser feita periodicamente, sendo comparada com a sondagem anterior, está voltada para o desenvolvimento mais amplo do aluno. Essa atividade é muito importante, pois após sua realização poderemos compará-la com a outra atividade de sondagem realizada no inicio do ano.  
Como já tínhamos elaborado este tipo de atividade não tivemos dificuldade neste planejamento, escolhemos como gênero textual a fábula “A Raposa e o Corvo”, tendo como base teórica o livro de Naspolini “Leitura e Produção Escrita”, destacando a importância de se trabalhar os enfoques conteudista, estruturalista e discursiva que contribui no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem da leitura e escrita dos alunos.

Após a preparação da atividade, fomos para a escola, no primeiro dia realizamos a avaliação da leitura e escrita de cada aluno e no segundo dia aplicamos às atividades e o ditado das palavras. Todos participaram das atividades, verificamos que um dos alunos estava copiando do colega, então separamos os mesmos, este aluno tem algumas dificuldades, mas percebemos que o mesmo tem interesse e vontade de aprender. Nos reunimos na Creche Casinha do Sol, para realizarmos análise dos dados das atividades diagnóstica da leitura e escrita dos alunos, com o objetivo de nos aprofundamentos mais sobre o assunto realizamos pesquisas e para tabularmos os dados os professores iniciantes, professora supervisora, coordenadora e a pesquisadora no primeiro momento discutimos, refletimos e avaliamos cada atividade.





No inicio do ano tivemos 25 alunos presentes na avaliação, 8% (2 alunos) produziu escrita silábica, onde a criança supõe que a escrita representa a fala. É a fase que se inicia o processo de fonetização; nesta fase, ela tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro as letras. Enquanto 92% (23 alunos) silábica/ alfabética onde a criança apresenta uma escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas.



                          Resultado do segundo diagnóstico
 

O gráfico acima demonstra o resultado da avaliação do diagnóstico da escrita dos alunos da Escola Vilma Brito Sarmento, nos dias 22 e 23 de julho do ano de 2015, turno vespertino do 5° ano. Neste segundo diagnóstico tivemos um total de 27 alunos participantes, após análise das atividades constatamos que (4%) não conseguiu escrever, (18 %) produziu textos com escrita silábico/alfabética e (78%) escreveu alfabeticamente com erros ortográficos. Percebemos que houve um avanço dos alunos que saíram do nível silábico para o silábico/alfabético e aqueles que estavam no nível silábico/alfabético agora estão escrevendo alfabeticamente com erros ortográficos, podemos dizer que o trabalho em conjunto tem surtido efeitos, os nossos estudos, pesquisas e reflexões tem contribuído para o avanços dos alunos, mesmo sendo poucas as nossas intervenções, destaco também o trabalho diário da professora Jocelice que procura sempre meios para contribuir para o desenvolvimento de seus alunos. 


As nossas pesquisas tem enriquecido os nossos saberes docentes, sinto o quanto tenho avançado, o modo de agir, de pensar é totalmente diferente do que tinha quando entrei neste projeto, a cada etapa tenho oportunidade de vivenciar novas experiências. Posso dizer que as dificuldades que tive nas primeiras atividades diagnósticas estão sendo superadas, nesta segunda etapa tive mais seguranças para fazer a analise, graças ao PIBID estou tendo a oportunidade de pisar no chão da escola, observando os trabalhos das professoras e aprendendo com elas a ser professora. 

A atividade de sondagem nos permite verificar em que hipótese da língua escrita os alunos se encontra e com base neste diagnóstico somos desafiadas a planejar as nossas vivências na escola de acordo com a necessidade de cada aluno, realizando atividades que possibilite aos educandos estabelecer uma relação entre aquilo que lê e escreve. Assim como os alunos estão tendo a oportunidade de avançarem, posso dizer que através do PIBID também tenho adquiridos vários conhecimento que tem mim ajudado a construir minha identidade docente.