quarta-feira, 25 de março de 2015

APLICAÇÃO DO DIAGNÓSTICO 2015


Dando continuidade aos trabalhos do PIBID-Anos Iniciais, no dia 25 de março de 2015 realizamos mais uma atividade na Escola Vilma Brito Sarmento no período da tarde, na sala do quinto ano da professora supervisora Jocelice com aplicação de avaliação do Diagnostico de Leitura e Escrita. Iniciamos com apresentação do grupo, oração, logo após distribuímos as atividades de leitura e interpretação. Realizando uma leitura bem clara sobre o texto, depois de explicarmos a atividade circulamos por toda a classe e percebemos o grau de dificuldade desses alunos, mesmo sem terminar o diagnostico ficou claro que muitos alunos têm dificuldade na escrita, na interpretação e tem alunos que ainda não estão alfabetizados. 





 Mesmo com tantas mudanças que ocorreram na educação do Brasil é crescente o número de analfabetos e o choque maior de nossa parte foi chegar em uma classe de quinto ano e nos depararmos com crianças que passaram por vários ciclos e não avançaram e nos perguntamos o que ocorreu com esses alunos? Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1986), o construtivismo, com base na Psicogênese da língua escrita ”há vinte anos foi introduzido no Brasil, para contribuir na melhoria da qualidade da alfabetização, e adotada pelos mais importantes sistemas públicos de ensino. Neste tempo, vem abalando as crenças e os fundamentos da alfabetização tradicional, mudando drasticamente a linha de ensino das escolas e levando os professores a um conflito metodológico”, os professores passaram a ter a teoria, mas não sabem como desenvolvê-la, ou seja, não tem o método. Diante do que observamos hoje, a professora jocelice e o grupo de professores iniciantes que fazem parte do PIBID terão um grande desafio pela frente.



domingo, 22 de março de 2015

PLANEJAMENTO




Dando continuidade as tarefas do PIBID- Anos Iniciais do Ensino Fundamental, no dia 19 de março de 2015, nos reunimos na Escola Vilma Brito Sarmento, juntamente com as supervisoras Jocelice e Maria Lúcia e as coordenadoras Ivana De Deus e Socorro Cabral, para participarmos de forma colaborativa do planejamento da primeira semana de aula, ao chegarmos à escola fomos recebidos por todos de forma bem acolhedora. Iniciamos a reunião com a leitura, reflexão e discussão do texto "Recomeçar" de Carlos Drummond de Andrade, logo após houve apresentação de todo grupo, com uma breve exposição sobre o PIBID e as contribuições que este programa tem proporcionado para os alunos da escola e todos os participantes. Dividimo-nos em dois grupos para darmos inicio ao planejamento, de acordo com Vasconcelos (2000), “Planejar ajuda a concretizar aquilo que se almeja.” Portanto, o planejamento é de suma importância para o docente organizar seu método de ensino e o objetivo que deseja alcançar, nesta perspectiva elaboramos o nosso planejamento para o dia 23 de março:
1-    Iniciaremos com a acolhida;
2-    Dinâmica: Teia feita com um cordão, o aluno irá  fala seu nome, algo que gosta e que não gosta na escola;
3-    Objetivo: Trabalhar a importância da interação e participação de todo grupo;
4-    Reflexão: Quais as dificuldades que o aluno encontrou? Relacionar com as dificuldades encontradas na escola e quais são elas? 








segunda-feira, 16 de março de 2015

OS PRIMEIROS MOMENTOS ESCOLAR

Aos seis anos comecei a estudar com uma senhora que ensinava a um grupo pequeno de crianças, algo que marcou e jamais esquecerei, pois era muito rigorosa, não podíamos conversar, tomava a lição todos os dias, a tabuada me preocupava, pois se errasse ficaria de joelhos no milho, não posso esquecer-me da palmatória. Ela utilizava para tomar a lição do alfabeto um papel em branco cortado ao meio, em casa gostava de brincar de pega-varetas, pular corda e baleado. As crianças tinham a liberdade de brincar com os colegas na porta de casa, a violência existia, mas não assustava tanto como hoje.
A alfabetização nesta época era feita com cartilhas o famoso “ABC”, as salas não eram decoradas, a metodologia que se trabalhava na época era a Tradicional, onde o aluno recebe um número possível de informações e o professor ocupa lugar central, as aulas eram expositivas, o professor era visto como enciclopédia e o aluno era um caderno em branco que escutava e aceitava em silêncio. A aula girava em torno do professor, não éramos educados para ter uma visão critica, o professor era muito respeitado por todos. 

MINHA ALFABETIZAÇÃO

A escola que fui alfabetizada era paga e aos sete anos fiz a primeira série na Escola Dom Jairo, à mesma era mantido pela prefeitura de Jequié, mas coordenada pela comunidade; da segunda série até a quarta estudei em outra escola também do município, o ensino também era tradicional, o aluno decorava os textos e os questionários para fazer as provas. Nesta escola algo me chamava atenção, tinha uma sala separada só para os alunos cujo os pais tinham o poder aquisitivo melhor, existia uma distância entre os alunos dessa sala e as outras turmas, pouco se misturavam com os outros alunos da escola mesmo no momento do recreio. Até o aprendizado deles era diferente, passava a impressão que eles aprendiam com mais facilidade.
Na época não conseguia entender, o porquê dessa desigualdade? Hoje após ter estudado Sociologia com os professores Silvano da Conceição e Fabio Mansano pude entender melhor o que de fato acontece na sociedade, principalmente ao conhecer as idéias de Marx que não acreditava na educação oferecida pelo Estado, para ele essa educação serve apenas para atender os interesses da burguesia e faz critica ao ensino burguês que de certa forma ajuda as classes dominantes a controlarem os trabalhadores. O Estado tenta passar para a sociedade que a escola é neutra e igual para todos.
Com o olhar critico conseguir entender o que acontecia naquela época, a escola aparentemente parecia oferecer um ensino igual para todos, mas na verdade éramos separados pela nossa classe social, era como se tivéssemos a sala dos filhos dos burgueses e a dos filhos dos trabalhadores. Atualmente podemos perceber que ainda existe desigualdade, aquelas famílias que tem um poder aquisitivo melhor procuram colocar seus filhos em colégios particulares onde terão oportunidades de cursar boas faculdades, já as pessoas de classe baixa só lhes resta o ensino público, apesar do Governo dizer que todas as crianças têm acesso à escola com as mesmas oportunidades o que encontramos são escolas sem estrutura, sem professores, sem merenda, há um mascaramento da nossa realidade.

CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO

Estudei a quinta série, hoje chamada sexto ano no Instituto de Educação Régis Pacheco e lá fiquei até concluir o ensino médio na época chamávamos de segundo grau, tinha muita vontade de fazer magistério, mas não pude fazer. Sempre gostei muito de estudar, os professores eram muito dedicados,concluir o segundo grau era uma realização pessoal para me e conseguir.


A UNIVERSIDADE E AS EXPERIÊNCIA DO PIBID



        Por incentivo de minha mãe resolvi fazer o Enem, mas não olhei as minhas notas que foram boas e acabei perdendo o prazo de inscrição do Sisu e ProUni , no ano seguinte tentei novamente e conseguir ingressar no curso de pedagogia noturno em 2012. Nos primeiros dias de aulas tive muitas duvidas insegurança, medo do novo, principalmente ao ver tantos jovens que estavam saindo do ensino médio direto para faculdade e eu tinha dezessete anos fora da sala de aula, muita coisa tinha mudado neste período. Neste momento o apoio do meu esposo e dos meus filhos foi muito importante para mim.
No ano de 2014, resolvi participar da seleção do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), visando uma oportunidade de mim inserir em um grupo de pesquisa e participar do cotidiano escolar. Ao receber o resultado, fiquei muito feliz por ter sido aprovada, a cada encontro mim deparo com novos estudos e discussões, que tem enriquecida os meus conhecimento e ao mesmo tempo tenho a oportunidade de conviver com pessoas dedicadas e principalmente com uma coordenadora didática e criativa.
 Durante o ano de 2014 no primeiro semestre, realizamos várias leituras com estudos e discussões teóricas realizadas nos encontros, o grupo se prepara para a pesquisa na escola do tipo etnográfico, elaborando de forma colaborativa as entrevistas com a docente, diretora e coordenadora da escola Vilma Brito Sarmento, onde os discentes irão vivenciar as práticas da professora supervisora, com o objetivo de participar do cotidiano da escola da rede pública de educação, buscando adquirir novos saberes através das experiências da docente.