Aos seis anos comecei a estudar com uma
senhora que ensinava a um grupo pequeno de crianças, algo que marcou e jamais esquecerei,
pois era muito rigorosa, não podíamos conversar, tomava a lição todos os dias,
a tabuada me preocupava, pois se errasse ficaria de joelhos no milho, não posso
esquecer-me da palmatória. Ela utilizava para tomar a lição do alfabeto um
papel em branco cortado ao meio, em casa gostava de brincar de pega-varetas,
pular corda e baleado. As crianças tinham a liberdade de brincar com os colegas
na porta de casa, a violência existia, mas não assustava tanto como hoje.
A
alfabetização nesta época era feita com cartilhas o famoso “ABC”, as salas não
eram decoradas, a metodologia que se trabalhava na época era a Tradicional,
onde o aluno recebe um número possível de informações e o professor ocupa lugar
central, as aulas eram expositivas, o professor era visto como enciclopédia e o
aluno era um caderno em branco que escutava e aceitava em silêncio. A aula
girava em torno do professor, não éramos educados para ter uma visão critica, o professor era muito respeitado por todos.
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